TRAGÉDIA

Rayane Lins Farias Campos, coordenadora do Cadastro Único de Santo Antônio do Descoberto, e Leonardo de Oliveira Campos, coordenador de vendas da Brasal Refrigerantes, foram assassinados. Vizinho é o principal suspeito e foi preso pela Polícia Civil.
A região da Ponte Alta Norte, no Gama (DF), foi palco de uma tragédia que comoveu moradores do Distrito Federal e de Goiás. O casal Leonardo de Oliveira Campos, de 42 anos, e Rayane Lins Farias Campos, de 38 anos, foi encontrado morto após ser vítima de um ataque a tiros em um lote localizado no Condomínio Bosque Imperial. O caso é investigado pela 20ª Delegacia de Polícia (Gama), e o principal suspeito, Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, foi preso poucas horas depois do crime.
Segundo as investigações iniciais da Polícia Civil e relatos de moradores, o crime pode ter sido motivado por uma antiga disputa envolvendo a divisa de terrenos e a construção de um muro entre as propriedades. A discussão já havia sido levada à Justiça antes do episódio que terminou de forma trágica.
O que aconteceu
De acordo com a investigação, Leonardo e Rayane haviam adquirido recentemente o lote no condomínio. Na quinta-feira (16), eles foram ao local para realizar a limpeza do terreno após uma notificação da administração do residencial devido ao mato alto.
Moradores relataram ter ouvido diversos disparos durante a tarde, mas o barulho da roçadeira utilizada pelo casal teria dificultado que os tiros fossem percebidos imediatamente. Os corpos só foram encontrados na manhã de sexta-feira (17), quando familiares acionaram a polícia.
Prisão do suspeito

Após a descoberta dos corpos, equipes da Polícia Civil do Distrito Federal montaram uma operação para localizar o suspeito. O empresário Evandro Gabriel Ferreira, vizinho do casal, foi cercado por agentes do Departamento de Operações Especiais (DOE). A operação contou com isolamento da área e negociação antes da rendição do suspeito, que foi preso e encaminhado à 20ª Delegacia de Polícia. Durante a ação, uma arma de fogo e munições foram apreendidas para perícia.
Investigação aponta conflito antigo
A principal linha de investigação indica que o relacionamento entre o casal e o vizinho já era marcado por desentendimentos relacionados aos limites dos terrenos. Conforme informações divulgadas pelas autoridades e por moradores, Leonardo havia ingressado com uma ação judicial envolvendo a construção de um muro na divisa dos lotes. A Polícia Civil trabalha para esclarecer se esse conflito foi o estopim para o duplo homicídio.
Histórico criminal do suspeito
Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em registros policiais e judiciais, o investigado possui antecedentes criminais. Entre eles, consta uma condenação pelo homicídio do próprio sobrinho, ocorrido em 2008, além de outros registros envolvendo homicídios, ameaças, porte ilegal de arma de fogo e ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Esses antecedentes, no entanto, não substituem a apuração específica do caso atual, que segue sob investigação.
Quem eram as vítimas

Rayane Lins Farias Campos era servidora da Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto (GO), onde atuava como coordenadora do Cadastro Único (CadÚnico). Em nota oficial, a Prefeitura lamentou profundamente sua morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos, suspendendo temporariamente os atendimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social em sinal de luto.
Leonardo de Oliveira Campos era coordenador de vendas da Brasal Refrigerantes, empresa onde trabalhava havia cerca de 20 anos. Colegas de trabalho destacaram sua dedicação e profissionalismo.
O casal deixa uma filha de cinco anos. A notícia causou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores de Santo Antônio do Descoberto e da região da Ponte Alta.
Investigações continuam
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que as investigações prosseguem para esclarecer completamente a dinâmica do crime, confirmar a arma utilizada, analisar os laudos periciais e reunir todos os elementos que subsidiarão o processo criminal. O caso é tratado como duplo homicídio, e a motivação será definida com base nas provas produzidas durante o inquérito.
MATÉRIA: Renato Lobo
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