POLÍTICA

O comércio entre Brasil e Estados Unidos voltou ao centro das atenções após o governo norte-americano propor uma nova tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e ainda passará por consulta pública antes de uma decisão definitiva prevista para julho de 2026.
Na prática, alguns produtos brasileiros já enfrentam tarifas existentes nos Estados Unidos. Com a nova sobretaxa proposta, a carga tributária total poderá atingir até 37,5% em determinados setores, reduzindo a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano.
Segundo o governo norte-americano, a medida é resultado de uma investigação comercial iniciada em 2025. O relatório aponta divergências relacionadas ao comércio digital, ao sistema de pagamentos Pix, ao mercado de etanol, à propriedade intelectual e a outras questões comerciais entre os dois países.
Apesar do possível tarifaço, diversos produtos brasileiros ficaram fora da lista de sobretaxação. Entre eles estão café, carne bovina, frutas, fertilizantes, minerais estratégicos, aeronaves e componentes aeronáuticos, considerados importantes para a economia dos Estados Unidos.
Especialistas avaliam que, caso a medida seja confirmada, setores industriais e exportadores brasileiros poderão enfrentar desafios adicionais para manter espaço no mercado americano. Por outro lado, as negociações diplomáticas continuam em andamento e ainda há possibilidade de mudanças antes da entrada em vigor das novas tarifas.
A expectativa é que as discussões entre os governos dos dois países avancem nas próximas semanas, já que a decisão final sobre a aplicação das tarifas deverá ocorrer até 15 de julho de 2026.
O que está em jogo? Sobretaxa adicional proposta de 25% sobre diversos produtos brasileiros;
Alguns setores podem enfrentar tributação total de até 37,5%;
Café, carne, frutas e aeronaves estão entre os produtos isentos;
A decisão final deve ser anunciada até 15 de julho de 2026;
Brasil e EUA seguem negociando para tentar evitar novos impactos comerciais.
MATÉRIA: Renato Lobo
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